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13 de Junho de 2013
12:40 PM
Não se é só impressão minha, mas agora que estou a chegar aos vinte e cinco anos (faltam um mês e dois dias!), de repente anda toda a gente anda super preocupada com a minha idade. Algo que nem eu mesma me preocupe, porque para mim a idade é irrelevante. Vou envelhecer (aliás, eu já estou a envelhecer!), e um dia quando Deus assim o achar, morrerei. Estou a ser muito fria e racional, talvez? Afinal, estou a falar de um tema tão assustador como morrer. Ora, esse é o resultado quando se mistura um caranguejo com um capricórnio!
Mas, se quando tinha 14 anos, a morte era algo que me assustava. Agora, é um tema que já não me causa tanta impressão. Talvez porque encontrei um certo consolo (e tudo ao Espiritismo, porque o Catolicismo em vez de esclarecer as minhas duvidas
) com a ideia de que quando morrer, vou voltar a rever todos aqueles que amo e perdi: o meu irmão mais velho, a minha Nina, a minha bisavó e até mesmo aquela vizinha da frente a quem fazia companhia a tarde toda depois de almoçar. Se Deus é a verdadeira expressão do amor, se é a bondade e a misericórdia em pessoa (embora Ele não seja uma pessoa própria dita, não poria no mundo só para comermos, dormir-mos e irmos à casa-de-banho, certo?
Tem de haver mais qualquer coisa. Ele espera mais de nós do que isso. Por isso, não entendo o porque das pessoas se preocuparem tanto com a minha idade e de estou ou não solteira quando deveria virar os olhos para as suas próprias casas e ver por que caminhos estão a ir os seus filhos. Porque, né, as pessoas não são cegas e muito menos burras.
Eu nunca sonhei em casa. Talvez na adolescente, fantasia-se com isso, mas com o tempo isso foi desaparecendo. E depois que nasceu a minha irmã (que veio 15 anos atrasada), ter filhos, definitivamente deixei te querer tê-los. Sei que o relógio biológico vai despertar um dia e não vai parar de me chatear, mas pessoalmente preferiria muito mais adotar uma criança do que tê-la. E, não, não é porque tenho medo do parto. Mas há tantas crianças no mundo, órfãs de pai e mãe, que preciso de carinho e de amor, que é uma estupidez não adotá-las.

Mas é claro que as pessoas não entendem o porque disto. (Graças a Deus, os meus pais não estão incluídas no grupo!) Elas simplesmente acham que chegada uma idade, a mulher tem que casar com o primeiro homem que aparecer e ter filhos. Carradas deles, se possível. Não que esteja a criticar quem goste de ter uma equipa completa, mas parem para pensar um pouco: o que é para uns, não tem que ser necessariamente para outros, certo?
OBS: Já estou a adaptar a minha escrita ao novo acordo ortográfico. Mas não está fácil. Não foi isso o que me ensinaram na escola!
Obrigada por lerem!

Etiquetas: Deus, eu sou assim, pessoal, religião

).
Uma canceriana de vinte e quatro anos que tem a terrível mania de estar com a cabeça no mundo da lua. Gosta de ouvir música, de ler bons livros (HP ♥), de escrever fanfics, de falar na 3ª pessoa e de estar sozinha de vez em quando.